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Desenvolvimento rural e educação

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03.09.09 Nesta semana esta acontecendo o XX seminário de formação das equipes do Programa de Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) em São Martinho/SC. Participam neste seminário as equipes do Cedejor, Instituto Souza Cruz, Caminhos do Tibagi e representantes da Universidade Federal de Viçosa. O seminário teve inicio dia 31 de agosto e vai até 4 de setembro, tendo como tema central do evento a contextualização do novo rural no Programa Empreendedorismo do Jovem Rural.

Durante o evento as equipes socializaram alguns aspectos importantes que estão acontecendo em seus núcleos de formação. A equipe do Caminhos do Tibagi falou sobre o desenvolvimento de uma maratona que esta sendo realizada com os jovens formandos, visando um amadurecimento do grupo para participação mais efetiva da III Jornada Nacional da Juventude Rural. A marotana consta de atividades nos eixos de formação técnica, humana e gerencial, com ações desenvolvidas na propriedade, no território e nos espaço de formação do jovem. Nair Onofre ressaltou a importância de incentivar no jovem o espírito de conquista, pois esse processo proporciona aos jovens sua inserção do debate sobre as questões do seu território e reforça a importância de sua contribuição neste cenário.

O Cedejor/VRP apresentou o Projeto Soberania Alimentar realizado em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) que nesta semana esta sendo apresentado na expointer. A equipe do Cedejor/CSP relato o desenvolvimento do Projeto Jovens Rurais em Movimento e Projeto Gestão, Trabalho e Renda. Para Célia Gonçalves Gouveia que assumiu a coordenação do Cedejor do Paraná a apenas dois meses, “existe um discurso desqualificador do modo de vida do agricultor familiar, nesse sentido o trabalho do Cedejor representa uma oportunidade para desconstruir esse discurso, na medida que procura resgatar o valor do agricultor ao oferecer uma formação para os jovens rurais, atuando para a sustentabilidade geracional”.

Ana Louise Fiúza da Universidade de Viçosa começou a manhã desta quinta-feira falando de pluriatividade e multifuncionalidade no meio rural e procurando mostrar a evolução do meio rural desde surgimento do campesinato até chegarmos a dicotomia urbano/rural que esta em voga. Para Fiúza os conceitos de nova ruralidade, pluriatividade e multifuncionalidade nos ajudam a perceber as dinâmicas recentes que estão associadas ao rural e ao urbano e, a partir, daí repensar as dinâmicas das cidades rurais e se repensar as possibilidades que estão dadas para o Programa Empreendedorismo do Jovem Rural.

A valorização do região
A tarde de quarta-feira foi para conhecer os empreendimentos pluriativos existentes na região das Encostas da Serra Geral (ESG), que estão voltados principalmente para a área do turismo, que se articula formando uma cadeia de relação e serviços, integrando pousadas, restaurantes rurais que empregam outros agricultores de forma permanente e temporária - e comercializam diversos produtos da região.

A pluriatividade esta inserida em contextos marcados pelo crescimento da terceirização de serviços, interiorização de certos ramos de indústrias, expansão do setor de serviços, queda da renda agrícola, intensificação da inserção da agricultura familiar no circuito das trocas mercantis. Sérgio Schneider vê a pluriatividade como uma nova estratégia da reprodução social das unidades familiares agrícolas.
 
Neste sentido as atividades não-agrícolas podem aumentar a autonomia da agricultura familiar e dar a ele uma abragência territorial em termos de estar atento às oportunidades abertas pelo mercado de trabalho, serviços e produção, atuando através da construção de redes e novas formas de organização coletiva.

O educador Leomar Mattia destacou que através das visitas foi possível perceber a intensidade do “novo rural” na região visitada e avaliar os vários aspectos relacionados a este modelo de desenvolvimento rural. É importante perceber como esta estratégia de organização familiar e de trabalho permite uma nova dinâmica no meio rural rica em possibilidades e ao mesmo tempo complexa.

Para Sérgio Biron, gerente executivo do Cedejor, o Seminário foi importante e alcançou seus objetivos ao trazer a temática sobre o novo rural. Este tema se apresenta às equipes do PEJR como algo que vem ocorrendo independente da nossa ação em prol de sua ocorrência, ou seja, que emerge na nossa realidade e na realidade de nossos jovens e que precisa ser compreendida para podermos gerar ações pedagógicas que contemplem este novo aspecto do nosso cotidiano. Abordar este tema demonstra o quanto as equipes e o próprio PEJR são dinâmicos ao perceber e demandar aprofundamentos sobre um tema, que apesar de previsto como conteúdo programático, ainda precisava de maior compreensão.


 

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