29.12.09 O Projeto Gestão, Trabalho e Renda atende 75 jovens rurais de onze municípios do Território Centro-Sul do Paraná. O projeto é financiado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e iniciou as atividades em dezembro de 2008, tendo sua finalização prevista para fevereiro de 2010.
O projeto consiste em oferecer orientação técnica para a implantação de atividades produtivas previstas no Projeto do Jovem Empreendedor Rural (PJER), elaborado pelos jovens ao longo da formação no Cedejor e posteriormente organizar a comercialização dos produtos, para que o trabalho se traduza em renda. Carlos de Moraes conta que as Unidades de Familiares de Produção tem outras potencialidade além daquelas desenvolvidas pelos projetos dos jovens, na propriedade há muitos outros produtos que as famílias não percebem como produtos para comercialização.
O grande desafio é organizar a comercialização, pois sob o aspecto logístico, as famílias moram distantes, precisam transportar os produtos e isso implica a organização da cadeia, desde a produção até chegar ao consumidor. “Nosso trabalho consiste em orientar nos aspectos que estão acontecendo e alertar para alguns que vão acontecer logo adiante. Por exemplo, quem esta implementando pomares vai se deparar com dificuldades mais sérias na época da produção, agora as plantas estão apenas crescendo, isso significa que esses jovens precisam ser amparados a longo prazo. Para esse tipo de projeto, por exemplo, as questão de gestão vão começar mais tarde, agora não há grandes problemas técnicos e nem de produção, por isso nosso papel tem sido além de orientar os projetos, chamar a atenção para outros potenciais que já estão presentes agora e podem ser valorizados”, enfatizou Carlos Moraes.
Para a equipe, a realização de feiras tem sido um passo bem importante, pois os jovens viram que existe potencial de consumo para seus produtos. As feiras iniciadas na própria Universidade, se juntando a outras feiras já existentes mostram um caminho a ser trilhado. Para Eliete Fátima, coordenadora do projeto, a integração com outros projetos facilita e fortalece outros trabalhos realizados, pois nas feiras existem vários produtores e agora oferecemos produtos de horticultura junto com produtos de artesanato, mel, pães etc. A variedade de produtos aumenta ficando mais atrativo para o consumidor, além do custo de organização da feira ser otimizado. “É um desafio articular a diversidade de produção dos agricultores, assim como a universidade tem o desafio de integrar os diversos projetos desenvolvidos pela própria universidade”, enfatizou a coordenadora.
Nos três meses finais de execução do projeto a equipe pretende centrar os esforços para fortalecer
organização para comercialização dos produtos, que segundo a equipe é um processo complexo, pois envolve desde o suporte técnico, a gestão e a própria distribuição dos produtos para a comercialização.
A equipe exaltou a importância do trabalho realizado pelo Cedejor junto aos jovens rurais e ressaltaram a importância de mais instituições se engajarem nesse tipo de trabalho. “O Cedejor atua de uma forma social e resgata as possibilidades de vida no campo, une pessoas para superar desafios comuns. Além da dimensão produtiva, há um trabalho de humanização muito importante, de resgatar a confiança, a auto-estima dessas pessoas. Assim como esses jovens, nesse trabalho de orientação nós também aprendemos muitos, e isso é gratificante”.
Integram a equipe executiva do projeto Mahayana Ferronato, Patrícia Machado, Renam Rocha, Jeverson Zanini, Carlos Moraes, Eliete Fátima e Gabriela Gomes.
*Por Jovani Augusto Puntel