12.04.10 Com o objetivo de contribuir para o aprimoramento profissional dos educadores rurais, a Rede Jovem Rural, capitaneada pelo Instituto Souza Cruz, inaugura este ano o programa “Vivência profissional”. A iniciativa irá proporcionar aos profissionais o conhecimento in loco das boas práticas educacionais implementadas no campo e a replicação dessas práticas em seus locais de origem.
O piloto da Vivência Profissional, que será realizado entre os meses de abril e maio, envolverá quinze educadores, provenientes de seis estados do Sul, Sudeste e Nordeste, e quatro organizações receptoras: Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil (Arcafar/Sul), Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor), Movimento de Organização Comunitária (MOC) e Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta).
Referências em Educação do Campo, as entidades compartilharão com os visitantes suas expertises, que são, respectivamente, tecnologia de alimentos; empreendedorismo; planos participativos e coletivos juvenis; e agroecologia e meio ambiente.
Durante uma semana, os educadores terão a oportunidade de trocar conhecimentos, vivenciar outras experiências educacionais destinadas à formação de jovens rurais, e de conhecer as particularidades regionais que afetam o ensino no campo.
“O compromisso dos educadores no regresso é de desenvolver um projeto congênere ou aplicar os conhecimentos adquiridos em sua instituição”, salienta Luiz André Soares, gerente do Instituto Souza Cruz e coordenador do projeto.
Primeira etapa
A primeira etapa da Vivência Profissional será no Cedejor das Encostas da Serra Geral (SC), entre os dias 12 e 16 de abril. Três educadores do Mepes, MOC e Serta conhecerão a dinâmica de funcionamento do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR), implementado pelo Instituto Souza Cruz em parceria com a organização, e a prática dos profissionais catarinenses.
De acordo com a secretária-executiva do Cedejor, Sílvia Verona Zanol, os visitantes entenderão como o PEJR desenvolve o empreendedorismo, e conhecerão os instrumentos da Pedagogia da Alternância. “Além do trivial, que é a boa acolhida aos educadores de outros estados, estamos preparando atividades teóricas e práticas. Eles verão, por exemplo, como a formação no PEJR atinge não só o jovem em formação, mas envolve a família, grupos de juventude e outros atores do território”, frisa.
A educadora pernambucana Janaína Maria Gonçalves, do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), trabalha com formação de jovens rurais no núcleo da organização em Ibimirim, no Sertão do estado. Ansiosa para a viagem, ela conta o que espera da iniciativa.
"Espero compartilhar minhas experiências, e trocar conhecimentos com outros educadores. Também pretendo levar para a minha realidade novos aprendizados, e deixar em Santa Catarina um pouco da experiência de uma educadora nordestina", conta Janaína.
Durante a semana, também serão realizadas visitas às propriedades e experiências de três jovens que se formaram no PEJR, e hoje, além de implantar seus projetos de empreendedorismo nas unidades familiares, atuam como agentes de desenvolvimento rural no território.
Calendário das etapas
Cedejor (SC)
EMPREENDEDORISMO
12 a 16 de abril
MOC (BA)
PLANOS PARTICIPATIVOS E COLETIVOS JUVENIS
26 a 30 de abril
Serta (PE)
AGROECOLOGIA E MEIO AMBIENTE
03 a 07 de maio
Arcafar/Sul (PR)
TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
17 a 21 de maio
Rede Jovem Rural
A Rede Jovem Rural é um projeto coletivo formado pelas instituições que, em 2005, promoveram a I Jornada Nacional do Jovem Rural, em Gramado (RS). O objetivo da parceria é promover ações de cooperação e defesa conjunta da causa do jovem rural brasileiro.
Cinco organizações, juntamente com o Instituto Souza Cruz, formam a Rede. São elas: Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil (Arcafar Sul); Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor); Movimento de Educação Promocional do Estado do Espírito Santo (Mepes); Movimento de Organização Comunitária (MOC); Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta).
Dessa forma, o projeto busca constituir um espaço para troca de experiências, especialmente em torno dos temas empreendedorismo do jovem e desenvolvimento sustentável em territórios rurais. E também:
- Incentiva a articulação entre instituições que se ocupam do apoio técnico, fomento ou análise de projetos voltados para o protagonismo do jovem rural;
- Subsidia políticas públicas através da sistematização e divulgação de experiências de trabalho;
- Fortalece vínculos entre as instituições signatárias.
Por Andrea Guedes
Colaboração de Jovani Augusto Puntel