29/04/11 Equivalente à Emater no Paraná, a Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural – de Santa Catarina está buscando em Tibagi referências sobre a formação técnicas de jovens rurais. Grupo de 12 servidores da entidade está em visita ao município para conhecer o funcionamento do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR), que forma a segunda turma de mais de 20 agentes de desenvolvimento rural na região do Território Caminhos do Tibagi. O programa é coordenado pelo Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor).
O grupo também foi recebido pelo prefeito Sinval Silva (PMDB) e pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento Walmar Eidam no Salão de Atos do Palácio do Diamante. Durante a conversa, a troca de experiências se pautou sobre a necessidade de projetos que auxiliem os jovens do campo a desenvolver suas propriedades. “Se não fizermos nada, o meio rural vai ter apenas pessoas idosas e isso é preocupante”, pontuou o prefeito, alertando sobre a importância da formação de lideranças comunitárias preocupadas com o desenvolvimento sustentável.
Sinval relatou as mudanças histórias no perfil do morador rural, desde o início do processo de êxodo até a modernização com a melhoria das estradas e acessos, os avanços tecnológicos hoje também disponíveis fora da área urbana. “Antes quem vivia no meio rural estava isolado. Hoje começa a ficar interessante para morar. A pessoa pode viver no sítio e estar conectada com o mundo”, comentou.
Marcia Reginato, extensionista rural da Epagri em Lages, concorda que o meio rural mudou muito e que a prioridade é ofertar condições para o jovem permanecer lá ou para estar preparado se preferir viver no meio urbano. “Já desenvolvemos vários projetos sociais junto ao programa de proteção de microbacias e o que percebemos é que falta qualificação”, relatou.
Pensando nisso, a Epagri pretende disponibilizar formação técnica por cinco anos a partir de 2012 em centros de treinamento. A meta, segundo Geraldo Buogo, responsável por capacitações da Epagri em Florianópolis, é trabalhar com 12 turmas de 25 jovens por ano, somando 1,5 mil alunos ao final do projeto. “Estamos preparando os cursos e por isso viemos conhecer o Cedejor, os conteúdos, metodologias, capacitação dos monitores”, indica.
Empreendedorismo
Com apoio da Emater/PR, o grupo está visitando propriedades rurais de jovens já formados pelo Cedejor no Território Caminhos do Tibagi para ver os resultados da capacitação ofertada. Sinval elogiou a iniciativa do governo catarinense e sugeriu que a qualificação priorize o empreendedorismo e incentivo à liderança, enfatizando conceitos de cidadania e representatividade. “Tem de desenvolver o espírito empreendedor para criar alternativas dentro da propriedade, inclusive o turismo rural, que é uma grande tendência”, aconselha.
Cedejor
O Cedejor trabalha neste ano atividades com a segunda turma do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) em Tibagi. Fazem parte da formação totalmente gratuita, que dura um ano, jovens de 17 a 29 anos, rapazes e moças das oito cidades compreendidas pelo Território: Tibagi, Ortigueira, Reserva, Telêmaco Borba, Curiúva, Imbaú, Ventania, Tamarana e Figueira.
A estrutura oferecida pelo Cedejor atende jovens em formação por dez meses, com alimentação, hospedagem, material pedagógico, assistência dos educadores, formação integral (humana, técnica e gerencial), além de diversas viagens, com possibilidades de ampliação e aplicação de novos conhecimentos de tecnologias, articulação, identidade e atuação no meio rural.
A metodologia diferenciada também chama a atenção. Em regime de alternância, os jovens têm oportunidade de colocar na prática por duas semanas o aprendizado obtido na semana de convivência, quando todos se reúnem na Unidade Social e Educacional de Tibagi para as aulas.
* Fonte: http://www.tibagi.pr.gov.br
* Texto: Emanoelle Wisnievski
* Imagens: Christian Camargo