14.10.09 O denominado Terceiro Setor possui como principal característica a execução de ações, em sua grande maioria de caráter social e, apesar de atuar tendo que conviver com a complexidade das conexões sociais precisa alcançar resultados positivos em relação à transformação de uma determinada realidade. Um dos objetivos é a implementação de ações que cubram as lacunas de não-atuação do Primeiro e do Segundo Setores.
Esta atuação deve ter a ousadia de demonstrar a estes últimos que as lacunas merecem atenção e intervenções específicas. É o convencimento através do que denomina Marina Silva, da “ética do constrangimento”, ou do mostrar a realidade e o do provar que ações exitosas são possíveis e válidas.
A complexidade das relações sociais exige que o Terceiro Setor crie e mantenha estratégias de alcance de resultados distintos das utilizadas, por exemplo, no Segundo Setor - e realize a adequação de outras comuns aos três. Indispensáveis são o alcance, a mensuração e resultados por critérios quantitativos e qualitativos.
O Cedejor tem inúmeras metas a atingir. Contudo, o esforço exigido de seus profissionais nem sempre é refletido nos resultados. Alguns não são alcançados e outros, em especial os qualitativos, merecem diferentes formas de apresentação. Com o intuito de qualificar a atuação das equipes de profissionais, tornar eficazes as ações implementadas, diminuir o chamado “ativismo” (grande número de ações sem o respectivo alcance proporcional de resultados) e de melhorar os índices de alcance de metas, estão sendo implementados os chamados Planos Coletivos de Ação.
Os Planos Coletivos de Ação se destacam por considerar os fatores que ocorrem durante a execução dos planejamentos e que normalmente não são previstos quando da sua elaboração e por considerar as particularidades das relações interpessoais presentes nas equipes que por vezes influenciam negativamente no alcance dos resultados. As variáveis intervenientes destes processos têm seus efeitos minimizados através da construção de cenários e da coordenação de ações a partir da percepção dos novos fatos emergentes após as intervenções dos profissionais, valorizando, assim, as competências e o esforço de cada membro.
A atuação dos coordenadores de equipes é fundamental na execução dos Planos Coletivos de Ação e exige a capacitação prévia, o desenvolvimento de intervenções assertivas e ao mesmo tempo sensibilidade para enxergar o “aqui e agora” das equipes e das ações executadas.
Os Planos Coletivos de Ação são fundamentados em inúmeras experiências da Psicologia Social e têm como referências: o Psicodrama de Moreno; as técnicas dos Processos Grupais de Pichon-Riviere; os fundamentos da Gestalt-Terapia, de Perls, entre outros. Os Planos Coletivos de Ação foram experimentados e validados em algumas ações do Cedejor, tais como: composição de novas turmas para o Programa de Empreendedorismo do Jovem Rural, organização de eventos e terão sua aplicação ampliada a partir de uma capacitação dos coordenadores e, posteriormente, dos demais membros da equipe.
Toda a fundamentação e o funcionamento dos Planos Coletivos de Ação você pode ler no artigo, PLANOS COLETIVOS DE AÇÃO: considerações básicas sobre o alcance de metas a partir de Planos de Ação Coletivos. Faça o download e entre em contato com esta proposta de trabalho.
*Sergio Biron Burgardt