Formação pra vida
A quase um ano da formatura da 1ª turma do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) no Território Caminhos do Tibagi (TCT), o Agente de Desenvolvimento Rural (ADR) Welisson Donizete Lopes, conta que “O PEJR mudou tudo, é formação pra vida e não só pra alguns projetos”. O jovem de 19 anos, está implementando seu Projeto do Jovem Empreendedor Rural (PJER). O projeto que é elaborado ao longo da formação tem o intuito de que o jovem possa elaborar de forma sistematizada e com viabilidade legal, ambiental, econômica e social um projeto de empreendedorismo para si, e que contribua para o desenvolvimento de sua localidade e do território. No caso de Welison, o projeto é de gado de corte e para tanto pastagem e instalações estão sendo melhoradas em sua propriedade, no Município de Curiúva.
Muitas vezes a idéia que se tem de Jovem Rural, é apenas de jovens que residem e moram em propriedades rurais. No entanto, Welison é um jovem rural e que trabalha na cidade e que não se priva de realizar seu projeto de vida com faculdade, concurso público e outros objetivos que foram definidos ao longo da formação no PEJR.
O ADR de Curiúva foi aprovado no concurso público da prefeitura do município em 4º lugar, para auxiliar de contabilidade. Já cumpriu o estágio probatório e trabalha no setor de contabilidade da prefeitura, além disso foi aprovado no vestibular da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) no curso de Administração e vai prestar outro vestibular para o curso de contabilidade. O jovem ressalta que a influência da formação no PEJR contribuiu muito para definir seus projetos, “O PEJR abriu minha visão, antes era como estar com um olho tapado, hoje é como ter a visão de tudo isso, tudo que eu posso conseguir, e sei que é possível conseguir.”
O jovem afirma que quer prestar outros concursos, continuar estudando mas que não quer morar fora do município e nem sair do meio rural. Disse que seus objetivos hoje estão claros e mesmo que tenha as dificuldades sabe que vai alcançá-los: “Sem a formação não teria definido meus objetivos, quando não se sabe para onde quer ir, qualquer lugar serve. Sem esses objetivos provavelmente eu não teria prestado nem o concurso e muito menos o vestibular.”
* Texto e imagens: Hevertton Rosa