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Jusciano Costa - Território Caminhos do Tibagi

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Quando o projeto acontece

O Jovem Jusciano Costa, do Município de Reserva, que concluiu a formação do PEJR em outubro de 2010, já está com seu projeto de fruticultura (Limão Taiti e Maracujá) implantado e satisfeito com os resultados do cultivo. Além do projeto com foco em diversificação da propriedade o jovem elaborou, durante a formação no PEJR, um plano de melhorias, sendo que para diversificação da propriedade priorizou o plantio de Maracujá. Durante a implantação do plano de melhorias plantou 350 mudas da espécie, que se desenvolveram muito bem. Essa primeira ação aconteceu ainda durante a formação, em 2009.

No entanto em 2010, quando fez a segunda poda do pomar de maracujá a produção não foi tão boa quanto a primeira e a colheita não rendeu lucros. No mesmo período implantou seu pomar piloto de limão, com apenas 12 mudas. “Foi uma grande experiência! Com esses 12 pés pude verificar na prática o cultiva desta variedade. Neste período também tive a acessória técnica da EMATER, que contribuiu bastante neste processo.

Em 2010, plantou mais 1100 mudas de maracujá, 300 mudas foram comidas pelas lebres que surgiram das matas próximas. Em 2011 aconteceu uma geada de intensidade que não ocorria igual há 11 anos. Mesmo usando técnicas de prevenção dos efeitos da geada, não foi suficiente e o jovem perdeu o cultivo de maracujá. “Uma geada tão forte assim na região, era inesperada. Todo mundo perdeu tomate (cultura a qual o município é um dos maiores produtores do estado)”, esclareceu o Jusciano.

Com a iniciativa do jovem de começar o cultivo de maracujá, em parceria com a EMATER na divulgação do cultivo, muitos produtores passaram a diversificar suas propriedades com essa cultura. No entanto, devido às dificuldades, sobretudo a geada, mais da metade dos produtores iniciantes desistiram da atividade. Buscar dar continuidade em seu projeto, em 2011 o jovem plantou 420 mudas de limão Taiti, que estava projetado para ter acontecido em 2010. Por atraso na entrega de mudas e por adversidades do clima só em 2011 foi possível foi realizado o plantio. A geada que afetou o Maracujá também afetou o Limão, no entanto, não foi o suficiente para destruir o pomar de citros. A 1ª colheita de limão acontecerá em agosto de 2012. O jovem calcula que irá colher 50 caixas da fruta. Em 2013, a estimativa de colheita é de 200 caixas. De 2014 em diante espera colher 3 a 5 caixas por árvore.

Durante essa caminhada de um ano a pós a formação o jovem tem desenvolvido, esporadicamente, atividades na cidade de Reserva, com pintura e construção civil. Já teve várias ofertas para ir morar e trabalhar na cidade, com ofertas de R$1000,00/mês, mas Jusciano recusou. “Mesmo que tivesse uma oferta de R$2000,00/mês teria livre no máximo R$900,00/mês, e isso nem se compara ao que vou colher em breve aqui na propriedade”, ressalta o jovem.

O próximo projeto do jovem é comprar um caminhão, 815 Ford, através do Programa Mais Alimento. A previsão desta aquisição é para novembro desse ano. Essa aquisição será uma forma de gerar benefícios pra comunidade, através de trabalho com frete: “Se tiver como escoar a produção, mais pessoas irão produzir, pois agora temos um custo elevado de frete para escoar a produção”, esclarece o jovem. Além do Limão e do maracujá, o jovem está com áreas piloto e pretende implantar em breve os cultivos de mandioca, chuchu e abacate.


Criatividade e empreendedorismo
O jovem que já durante a formação apresentou talento para pintura e com mecânica, hoje planeja fazer curso de pintura e fazer quadros para comercializar. Além de montar equipamentos que minimizam custos e otimizam o manejo de seus pomares, por exemplo, usando técnicas de solda e mecânica, criou um equipamento com custo de R$1000,00, que no início tinha a estrutura em Bambú. O jovem viu essas técnicas no Centro Paranaense de Referência em Agrocecologia (CPRA) durante a formação no PEJR, no entanto esse ano foi substituído por metal. Esse implemente adaptado pelo jovem substitui o atomizador, que no mercado local pode custar até R$15.000,00. Outra tecnologia desenvolvida pelo jovem foi o uso de pernas de pau para conduzir o cipó do maracujá na espaudeira.

“A formação no Cedejor foi muito importante para mim. Se eu não tivesse esta oportunidade creio que não estaria mais na propriedade. Mudou meu conceito de vida, meu jeito de ver as coisas, tinha uma mentalidade diferente.” Quanto a análise do potencial produtivo da propriedade, a capacidade de projeção e análise de diagnósticos, o jovem afirma que “a oficina sobre diversificação da propriedade, a oficina de fruticultura, foram fundamentais para eu começar a pensar diferente, ver o que não tinha na região. Comecei a diversificar mais a propriedade num processo gradativo e estou muito satisfeito com os resultados”.

* Texto e imagens: Hevertton Rosa

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