Diversificação e sustentabilidade da unidade familiar de produção
Polaco! Esloveno! Polacrino? Bem, se quanto a origem a família ainda tem dúvidas, na pequena propriedade de seis alqueires, em Prudentópolis (PR), Luis Roberto Iaceki, dezenove anos, garante ter encontrado a fórmula certa para desenvolver sua propriedade.
O jovem trabalha com seus pais e dois irmãos e desenvolve um conjunto de atividades diversificadas que permitem distribuir melhor a época de produção e a mão-de-obra, com a possibilidade de renda em todos os meses. “Vou transformar a nossa UFP sustentável, sendo uma referência na região e melhorando a renda da família”, explica.
Perguntado sobre a dificuldade de comercialização dos produtos, já que sua propriedade não é próxima da cidade e ele ainda não tem veículo, Luís da a dica: “vender não é problema, o que vale é qualidade e frequência de entrega. Tendo isso, o transporte fica mais fácil”.
O jovem fez uma pesquisa de mercado e já tem como comercializar vários produtos provindos da fruticultura, olericultura, piscicultura, suinocultura e cereais. Em 2008, Luis já comercializou para mais de dois mil reais, sem dificuldade.
“É importante fazer um bom planejamento, seguir a orientação por um cronograma de atividades. Na minha UFP, penso em desenvolver este conjunto de atividades em três anos. Na atividade de fruticultura, já tenho plantadas trezentas plantas de pêssego e duzentas de ameixa, entre outras.
Além considerar e contribuir com a preservação do meio ambiente, em todos os cultivos o jovem usa técnicas de manejo que reduzem o custo de produção e proporcionam melhor qualidade de vida para o consumidor.
As parcerias também dão maior segurança para desenvolver o trabalho. Luis tem como parceiros a EMATER de Prudentópolis, a Cooperativa de Crédito (CRESOL), o Instituto Os Guardiões da Natureza (ING), as secretarias de agricultura de Prudentópolis e de Irati, a Associação de Agricultores do Papanduva, o Cedejor, o Colégio do Papanduva, os amigos e a minha família.
Depoimento do jovem
A partir de tudo que aprendi no Cedejor, é quase impossível dizer que vou ter grandes dificuldades para implantar e desenvolver o projeto de melhorias de minha UPF. Vejo que a conclusão desse projeto não é como qualquer finalização de um trabalho. Para chegar até aqui, passei dois anos por um processo de formação para, agora, transformá-lo em um projeto de vida”.
* Jovani A. Puntel.